Meus Caros...
Assim devo descrevê-los...
Tamanha solidão sinto no peito!Despedaçado!
Enfim, ainda lutando pra sobreviver a mágoa da decepção.
Desvairado meu coração: insiste em não esquecer!
Aprova seu sorriso por dentro e te despreza por fora meus olhos que antes só sorriam com a cor dos seus...
Ontem eu chorei um pouco e ainda com peso nos ombros e braços, sentia o coração se ajeitando no peito, ainda machucado...
Sabe cachorro em briga de rua? Todo estraçalhado em mordidas, só que minha feridas não são rasas!
A dor maior é conviver com quem provocou esta insegurança que eu não possuía...
Na verdade nunca fui correspondida elo amor que oferecia nas horas em que comíamos juntos, nas conversas cheias de brincadeiras ou na forma mais tola de chamar a atenção!
Eu, talvez, interpretei mal à quem oferecia o que não era de direito dele.
Eu quis na minha inocência talvez acreditar que seria possível!
O impossível existe, pode acreditar!
O impossível chama-se amor platônico. Ele se enche de luz num túnel escuro e se acha o sol... Ele se abre pra quem não quer abraçar e chora sem motivo...
Eu, infeliz, desacreditada subia as diversas ruas com as mãos abraçadas ao corpo gelado de frio, apertando o pacote contra o peito e lembrando o desvalor que me deram...
Eu, por fim, chorava agarrada ao pacote sem sentir o coração que parava com os soluços de dor...
Simplesmente me entreguei de cabeça ao nada... Sofrendo ainda estou!
Meu silencio chora por dentro e o peito parece caverna gelada, sem emoções, sem riso, sem cor...
Meu Deus, te pedi tanto ontem pra esquecer!
Ainda sofro, pois sou obrigada à ver quem me destrói num olhar!
Ainda choro escondido as revelações que tanto custo à crer!
Estou perdendo a fé e a vontade de viver!
Eu não consigo rir dentro da tua alegria e nem comove vê-lo sentir dor...
Não consigo sentir nada, somente desprezo.
Minha vontade de partir e não voltar mais só cresce...
Preciso tomar uma decisão!
Agradeço a paciência de você que lê...
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